Último do ano

•Dezembro 26, 2009 • 1 Comentário

Eu juro que pensei em escrever uma espécie de retrospectiva, mas não dá tempo. Tenho uma mala para arrumar e eu sou péssima com isso. Já até assisti vídeos na internet, mas não adianta. Sabe aquela coisa de “e se…”? E eu acabo levando praticamente todas as minhas roupas.

Meu ano foi ótimo! Ótimo porque os meses de novembro e dezembro conseguiram compensar todos os outros 10 que foram ruins.

Vou pular 7 ondinhas com a minha família como não acontece há 5 anos. As coisas mudaram bastante e acho que vamos sentir somente lá. As primas agora são mães, as avós já não estão mais entre nós, não temos mais um carro (depender de carona é péssimo! Até o tamanho da minha mala é um problema) e nós, os primos mais novos, temos mais de 20 anos.  Acho que vamos nos adaptar bem, mas é estranho.

São 10 dias com a família e mais 5 com a família da Van. Provavelmente passarei trabalhando uma parte de cada um dos dias, mas está ótimo. São férias, férias de verdade!

Ótimo 2010 para todos! Tudo aquilo que todo mundo desejo e mais um pouco. Também desejo dias melhores, cada vez melhores.

Até mais!

E lá vem 2010!

•Dezembro 16, 2009 • 3 Comentários

Caramba, me formo em um ano! Momento nostalgia após análise da seguinte questão: ‘O tempo passa mesmo, né?’

Eu sempre senti sua velocidade, nunca ignorei sua intervenção, mas passou rápido. Muito mais rápido do que eu esperava.

O fato de a faculdade ser longe já não é um problema de tanta intensidade como antes. A gente se acostuma mesmo às condições a que estamos submetidos.

E eu lembro de cada detalhe, de cada festa, de cada bar, de cada risada, de cada amizade – claro que apenas 1/10 se comparado a tudo que vivemos e a tudo que os demais se recordam – e acabo de preencher o termo de adesão da formatura. O meu medo é o medo de todo formando: medo da perda.

As promessas de amizade eterna não deixam de existir, mas são sempre quebradas. Somos adultos o suficiente para nos darmos conta disso e esse é o problema. Não tem como pensar em formatura e não lembrar de tudo, de querer viver tudo de novo.

São quantos churrascos no Lufe mesmo? Quantas festas? Quantas noites em bares? Quantas saídas às sextas? São 3 JUCAs e muita risada, muito banho de cerveja, muita felicidade. AMIZADE mesmo, sabe? É lindo!

É ruim pensar nisso, mas não deixa de ser bom. Temos apenas e ainda um ano. Um ano é pouco pra vivermos tudo o que vivemos em 3, mas é bastante para aproveitarmos mais um pouco.

E eu que passei 3 anos da minha vida lutando por algo que hoje sei que eu não queria de verdade. Por isso também que é engraçado! Se meu pai não tivesse falido logo no final do meu 3º colegial e se eu tivesse certeza do que queria, em 2005 eu estava na faculdade. Acho que alguns dos meus amigos hoje, seriam meus amigos da mesma forma, mas o PPC é o PPC – nunca tivemos uma comunidade no Orkut bombando, mas sempre nos abraçamos e saímos juntos com freqüência – e uma vez PPC pra sempre PPC (alguns membros nos deixaram e agregamos outros neste tempo).

Lembrei das ligações pra minha casa às sextas. Até que eu passei a escutar coisas mais agradáveis de uns tempos pra cá! Mudou de ‘Carolina, mocinhas não dormem fora de casa! Você vai chegar de manhã e os vizinhos vão reparar. Se não voltar agora, nem precisa mais voltar!’ para ‘Carolina, nem precisa dizer nada! Você vai ficar aí de novo, né? Tenta chegar antes do almoço.’ – até as mães cansam. E olha que a minha eu achei que jamais cansaria!

E eu não vou pro Farol de Santa Marta. Isso é triste, mas eu pretendo superar. Até porque eu ouvi rumores de que o Carnaval 2010 é nosso. Tô certa?

Tem uma frase que eu dizia sempre com uma amiga e quando eu entrei na Cásper, passou a ser nossa: “Vai segurando que eu não tô nem vendo”. É bem por aí mesmo, certo? rs

Bom, tenho 12 parcelas até a formatura. Ainda dá tempo de muita coisa.

Amigos – Oscar Wilde

•Dezembro 8, 2009 • 2 Comentários

Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só ombro ou colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e a outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Namore um barrigudinho! (palavras de uma psicóloga experiente)

•Novembro 30, 2009 • 2 Comentários

Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!

Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja!

Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.

Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta. Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto.

E eu digo por quê. Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´ farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores – e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de casa.. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia provar uma `McSalad´ com água de coco.

Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz. Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional. Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

 

CARLA MOURA PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA E TERAPIA DE CASAIS

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Sensacional esse texto! Já li algumas vezes e decidi postar aqui.

Mundo ideal ~ mundo real

•Novembro 26, 2009 • 1 Comentário

E de repente a realidade é outra. Acordei hoje, embora de T.P.M., um tanto realista. Acho que depois da choradeira de quinta-feira eu resolvi questionar algumas coisas e hoje foi meu ápice.

De repente eu e meu pai temos um emprego novo, novos salários e eu deixei de ter as mesmas responsabilidades (obrigações, aos olhos de alguns). De repente eu posso me sentir uma ‘menina’ de 22 anos e ter as despesas de uma, sair e gastar sem me preocupar se a grana vai dar (não deixei de ser coerente e não me tornei fútil), comprar o convite de uma festa (Tequilada) sem fazer cálculos mudos, passar a catraca da faculdade sem engolir seco. Pode parecer melodrama para alguns, mas para mim é vitória.

Não acredito no ‘para sempre’, por isso não acho que as coisas sejam definitivas. Mas acredito no ‘que seja eterno enquanto dure’ e não quero me arrepender depois.

Sei que o mundo dá muitas voltas, mas eu queria que ele parasse de girar tanto agora (Papai Noel, o senhor está me ouvindo? – me lendo, no caso). As coisas estão se ajeitando pra gente aqui em casa e se ele começar a girar demais…

Eu tenho medo. É um medo caladinho. Meio medo e meio receio. Não sei explicar.

Acho que conseguiria passar por tudo isso pela 3ª vez e talvez nem sinta tanto quanto a 1ª, mas não quero. Nunca queremos sentir novamente aquilo que nos traz dor. Esse é a pior memória que existe.

O que eu sei é que meu mundo real é praticamente meu mundo ideal agora. Claro que algumas coisas ainda não mudaram e ainda tenho meus desejos não realizados (posso refazê-los este ano enquanto pulo as 7 ondinhas), mas se o ano terminar assim, eu vou sentir como se estivesse feito tudo direitinho o ano todo. Algo como recompensa por bom comportamento.

Tô feliz!

Não ganhei na loteria, não tenho um salário milionário, ainda tenho que enfrentar o transporte público diariamente e minha família não se parece com aquelas dos comerciais de margarina (somos menos harmônicos). Mas agora tenho os MEUS problemas. Era só isso que eu queria. Aqueles problemas que são somente seus e de mais ninguém? Então…

* * * * * *

P.S.: Teria postado este texto ontem (dia em que escrevi).

Nem tudo é fácil – Cecília Meireles

•Novembro 16, 2009 • 2 Comentários

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas…
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o…
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga…
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça…
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o…
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida… Mas, com certeza, nada é impossível.
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos. Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

Cruzando os dedinhos

•Novembro 15, 2009 • 1 Comentário

Muita ambição querer ter o controle das coisas? Queria mexer meus dedinhos e fazer as coisas acontecerem. Mágica mesmo, sabe?

O que eu gostaria de verdade, era ver meu pai conquistando as coisas dele novamente. E, por mais que me digam que ele não tem mais idade pra isso, não aceito. Não acho certo um homem de 54 anos se sentir incapaz.

Acho que a oportunidade que ele precisa, está por vir.

Amanhã é dia de acender velas e mandar energias positivas. Acho que é a última etapa.

Se ele conseguir este emprego, da minha lista de objetivos para o ano de 2009, só faltará um item.

Bom, são 46 dias até o final do ano.

E quando a gente acorda e descobre que foi só um sonho?

•Novembro 4, 2009 • 2 Comentários

Melhor do que simplesmente sonhar é viver o sonho. Quero dizer viver o sonho durante o sonho, sabe? Quando você acorda e tem que ficar pensando por um tempo até entender que nada daquilo realmente aconteceu? É estranho e é mágico.

Alguns sonhos são bons e esquisitos. As coisas parecem não seguir uma lógica e acho que é justamente por isso que quero sempre saber o final. Quando o sonho é previsível não me importo se não assisti-lo até o ‘the end’, mas quando não é…

Eu queria poder escolher o que sonhar e como sonhar. Sabe aquela coisa de provar antes de comprar? Ia ser bacana!

Piscianos são exageradamente sonhadores e isso me deixa irritada. Eu gostaria de, pelo menos, ser metade da mulher que eu sou enquanto durmo. A mulher que ocupa minha mente durante as noites é corajosa e confiante, faz tudo o que tem vontade sem pudores, além de viver momentos com pessoas que eu nunca vivi.

A parte ruim do sonho dessa noite foi acordar assustada com uma voz estranha dizendo “são 7 horas” – ô despertador estranho esse do meu celular – e ter pensamentos embaralhados na minha cabeça, mas acho que todos queriam dizer algo como “é… só podia ser sonho mesmo, porque eu não teria tanta coragem”.

Bem ou mal, sou eu. Claro que em uma versão melhorada e que me permite viver aquilo que não sei se seria capaz, mas ainda eu. O que acaba me fazendo crer que é possível, porque se eu sonhei… rs

Mudanças

•Outubro 26, 2009 • 2 Comentários

Tantas coisas tem acontecido.

De alguns dias para cá eu compreendi tanta coisa e me conformei com tantas outras.

Mudanças são sempre ótimas, não é mesmo?

Estou feliz!

Bigudinho nosso de cada ano

•Outubro 21, 2009 • 1 Comentário

Engraçado, mas me lembrei dos bigudinhos. Estava no banheiro do trabalho ouvindo a conversa alheia quando me lembrei que minha mãe fazia isso comigo. Para ela sempre foi um sonho ter cachos no cabelo, tanto que quando jovem fazia permanente, e eu só queria não sentir os grampos durante a noite.

Todos os anos, desde não sei exatamente quando, dia 07/03 era o dia dos bigudinhos. Tudo começava assim que minha mãe chegava do trabalho no dia anterior “é amanhã filha! Lava a cabeça, vamos secar e preciso daquele pente fino e a caixinha de grampos”. Juro que eu entrava em desespero, mas minha mãe se realizava e aí…

Bom, até terminar toda a parte detrás e chegar na franja demorava bastante. E pra dormir? Era terrível! Quando eu chegava no colégio, todos já sabiam que era meu aniversário. E os cabelos não ficavam cacheados, ficavam armados.

Enfim, esse ritual se repetiu por anos e anos, até que um dia decidi dizer que achava tremendamente ridículo meu cabelo daquele jeito e ela entendeu.

Acho que o mais interessante de tudo isso é pensar que às vezes as coisas parecem tão complicadas, a gente demora tanto pra tomar coragem pra dizer certas coisas, quando na verdade… nem precisava.

Os bigudinhos me deixavam envergonhada no dia mais importante do ano para uma criança, mas o fato de ver o rosto de satisfação da minha mãe logo depois que eu tomava banho e tirávamos todos aqueles grampos, justificava. Além disso, era uma das únicas meninas que não ia para a escola com penteados diferentes e, mesmo me sentindo envergonhada por ter aquilo na cabeça, me sentia orgulhosa porque também tinha um penteado (claro que não precisava ser algo tão radical assim).

Acho que as coisas só mudaram de verdade quando eu passei a ter vergonha dos meninos e as minhas amigas passaram a ter coragem suficiente pra concordar comigo.

Fui lá e falei. É difícil, sempre é. Mas acho que tem algumas coisas que são como andar de bicicleta. Não que seja fácil para mim, dizer o que penso. Mas pelo menos para minha mãe… rs

Mãe é mãe, oras. Ela me entende.