E quando a gente acorda e descobre que foi só um sonho?

•Novembro 4, 2009 • Deixe um comentário

Melhor do que simplesmente sonhar é viver o sonho. Quero dizer viver o sonho durante o sonho, sabe? Quando você acorda e tem que ficar pensando por um tempo até entender que nada daquilo realmente aconteceu? É estranho e é mágico.

Alguns sonhos são bons e esquisitos. As coisas parecem não seguir uma lógica e acho que é justamente por isso que quero sempre saber o final. Quando o sonho é previsível não me importo se não assisti-lo até o ‘the end’, mas quando não é…

Eu queria poder escolher o que sonhar e como sonhar. Sabe aquela coisa de provar antes de comprar? Ia ser bacana!

Piscianos são exageradamente sonhadores e isso me deixa irritada. Eu gostaria de, pelo menos, ser metade da mulher que eu sou enquanto durmo. A mulher que ocupa minha mente durante as noites é corajosa e confiante, faz tudo o que tem vontade sem pudores, além de viver momentos com pessoas que eu nunca vivi.

A parte ruim do sonho dessa noite foi acordar assustada com uma voz estranha dizendo “são 7 horas” – ô despertador estranho esse do meu celular – e ter pensamentos embaralhados na minha cabeça, mas acho que todos queriam dizer algo como “é… só podia ser sonho mesmo, porque eu não teria tanta coragem”.

Bem ou mal, sou eu. Claro que em uma versão melhorada e que me permite viver aquilo que não sei se seria capaz, mas ainda eu. O que acaba me fazendo crer que é possível, porque se eu sonhei… rs

Mudanças

•Outubro 26, 2009 • 2 Comentários

Tantas coisas tem acontecido.

De alguns dias para cá eu compreendi tanta coisa e me conformei com tantas outras.

Mudanças são sempre ótimas, não é mesmo?

Estou feliz!

Bigudinho nosso de cada ano

•Outubro 21, 2009 • Deixe um comentário

Engraçado, mas me lembrei dos bigudinhos. Estava no banheiro do trabalho ouvindo a conversa alheia quando me lembrei que minha mãe fazia isso comigo. Para ela sempre foi um sonho ter cachos no cabelo, tanto que quando jovem fazia permanente, e eu só queria não sentir os grampos durante a noite.

Todos os anos, desde não sei exatamente quando, dia 07/03 era o dia dos bigudinhos. Tudo começava assim que minha mãe chegava do trabalho no dia anterior “é amanhã filha! Lava a cabeça, vamos secar e preciso daquele pente fino e a caixinha de grampos”. Juro que eu entrava em desespero, mas minha mãe se realizava e aí…

Bom, até terminar toda a parte detrás e chegar na franja demorava bastante. E pra dormir? Era terrível! Quando eu chegava no colégio, todos já sabiam que era meu aniversário. E os cabelos não ficavam cacheados, ficavam armados.

Enfim, esse ritual se repetiu por anos e anos, até que um dia decidi dizer que achava tremendamente ridículo meu cabelo daquele jeito e ela entendeu.

Acho que o mais interessante de tudo isso é pensar que às vezes as coisas parecem tão complicadas, a gente demora tanto pra tomar coragem pra dizer certas coisas, quando na verdade… nem precisava.

Os bigudinhos me deixavam envergonhada no dia mais importante do ano para uma criança, mas o fato de ver o rosto de satisfação da minha mãe logo depois que eu tomava banho e tirávamos todos aqueles grampos, justificava. Além disso, era uma das únicas meninas que não ia para a escola com penteados diferentes e, mesmo me sentindo envergonhada por ter aquilo na cabeça, me sentia orgulhosa porque também tinha um penteado (claro que não precisava ser algo tão radical assim).

Acho que as coisas só mudaram de verdade quando eu passei a ter vergonha dos meninos e as minhas amigas passaram a ter coragem suficiente pra concordar comigo.

Fui lá e falei. É difícil, sempre é. Mas acho que tem algumas coisas que são como andar de bicicleta. Não que seja fácil para mim, dizer o que penso. Mas pelo menos para minha mãe… rs

Mãe é mãe, oras. Ela me entende.

Curioso caso

•Outubro 18, 2009 • Deixe um comentário

Acabo de assistir a um filme que preciso comentar: O curioso caso de Benjamin Button. Que filme! Acho que não é só a história que surpreende, mas também a maneira como ela é contada, as lições que são dadas no decorrer no filme. Dentre tantas frases ótimas, escolhi uma (algumas, no caso), que é dita em uma carta à filha que ele preferiu não assistir crescer, uma vez que isso significava que ela assistiria sua transformação regressiva: “Para as coisas importantes, nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, para sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. Se você achar que não tem, espero que tenha a força para começar novamente.”

Sabiamente é dito que podemos ser aquilo que quisermos, basta ter força de vontade para isso. No meu caso, força em todos os sentidos. Ainda tenho esperança de ser aquilo que gostaria, apesar de todas as barreiras que tenho encontrado (e acredito, que consigo ser, na medida do possível).

Mais do que superar dificuldades e barreiras, são as lições que aprendemos com isso. Se não aprendeu nada, pode ter certeza que aprenderá, e na maioria das vezes repete-se a dose para que isto aconteça. Espero, sinceramente, ter aprendido o que quer estava reservado para mim.

Apesar de sentir que o mundo gira e tem parado no mesmo lugar cada vez com mais velocidade, sei que ele também vai se cansar e vai mudar de direção.

Acredito em dias melhores e novas experiências, em novas possibilidades e oportunidades.

Felicidade mesmo, sabe? Daquela que transcende.

•Setembro 19, 2009 • Deixe um comentário

Não sei o que escrever. Na verdade, acho que não tenho o que escrever.

Ando sem criatividade.

Voltarei a escrever em breve.

Reflexão

•Agosto 5, 2009 • 2 Comentários

“Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida – umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.”

- Fernando Pessoa -

Quem disse que seria fácil?

•Agosto 3, 2009 • Deixe um comentário

Sabe quando parece que o mundo está de complô contra você?

Já passei por fases ruins. Mas não me recordo de nenhuma como essa.

Enfim o mês julho chegou ao fim e espero, sinceramente, que o de agosto me traga boas novas.

Não estou em depressão, nem nada disso, só acho que cansei. A TPM me ajuda bastante a cansar e dizer (escrever, no caso) o que penso.

Não, as coisas não vão bem. Não lembro da última vez que me queixei (se é que um dia aconteceu) das minhas férias.

É muita coisa dando errado ao mesmo tempo e eu estou comprovando aquela frase clichê ‘desgraça pouca é bobagem’, dia após dia. Quando eu acho que as coisas não podem ficar piores, recebo uma resposta vinda do além me alertando e me fazendo sentir na pele, que sim, elas podem ser bem piores. Depende sempre do referencial.

Não costumo dizer escrever sobre coisas tão negativas. Não costumo me sentir assim.

Acho que isso tudo é saudades da minha avó que se foi semana passada, do emprego do meu pai que se foi há um mês e do meu salário que têm brincado de bumerangue mensalmente. Sinto saudades.

Além disso, a famosa gripe se tornou tão poderosa que talvez me roube as férias de dezembro, ou quem sabe meus sábados.

Acabo por ter tanto em que pensar, que esqueço que para se dormir é preciso fechar os olhos e esvaziar a cabeça.

É… e quem disse que seria fácil?

Campanha – Projeto Cidadão

•Junho 23, 2009 • Deixe um comentário

Abra suas asas, solte suas feras

 

Saltar significa transpor através do salto, pular, galgar.

O salto é um ato mecânico que exige das partes inferiores do corpo um trabalho conjunto. Quanto mais flexionados estiverem os joelhos, maior o impulso.

Seguindo a nossa lógica, há dois tipos de salto: o físico que é bastante utilizado na superação de obstáculos como arbustos, barreiras, pequenas muretas ou até mesmo para se jogar de dentro de um avião em movimento; e o salto psicológico, que serve para transpor barreiras criadas por você mesmo, barreiras psicológicas e inexistentes, mas extremamente fixas e enraizadas.

Propomos aqui uma junção dos saltos em um único. Para praticar skydiving é necessário leveza, determinação, força de vontade e coragem.

O N/A propõe um salto, uma transição. Deixe quem você era dentro do avião, junto com o excesso de bagagem e transforme-se em alguém que ama a vida e todas as emoções que ela proporciona. Estaremos lá para te guiar e fazer parte desse salto.

Só por hoje, não tenha medo do novo.

 

***

 

Viva todo o seu mundo, sinta toda a liberdade

 

A liberdade é sinônimo de autonomia, ousadia e espontaneidade. É racional e voluntária.

A sensação de liberdade é passageira, mas mantê-la vívida, aquela sensação de adrenalina, é uma opção sua. Está em suas mãos.

Para ser livre, é precisa obter domínio sobre si mesmo. Você consegue?

Abra seus braços, liberte-se de suas neuroses e se jogue nessa aventura em que você é o responsável pela autoria. Sinta o vento bater.

Só por hoje, sinta toda a liberdade.

 

***

Esses textos vão nas peças que criamos. Nossa ONG é o N/A (Neuróticos Anônimos), que recebe pessoas com problemas psicológicos e emocionais. Propomos uma nova versão para suas vidas tão sem vida!

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão – Fernando Pessoa

•Maio 31, 2009 • 1 Comentário

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu…. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

 Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..  

E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Dando um basta

•Abril 21, 2009 • Deixe um comentário

Não sei porque, mas há muito deixei de escrever aqui. O trabalho novo e a correria da faculdade me levaram meu tempo e minha inspiração. (Aguardo uma promoção e boas notas como forma de recompensa! Rs)

Hoje decidi que tinha que escrever. Mas dessa vez, não por algum acontecimento, mas pela falta dele.

Há uma série de marcos que evidenciam a transição entre brincadeira e realidade, a adolescência e a vida adulta, a ausência e a presença da maturidade.

Demorou um pouco, mas compreendi o recado: não se deve exigir atenção de ninguém. Quando alguém quer sua companhia, ela simplesmente o procura. Quando desejam saber como vai, sabem como te encontrar.

Cansei.

Sabe aquela coisa de “vou gostar de quem gosta de mim”? É por aí.